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Notícias

Minha vida com endometriose

Esta semana, a atriz e o roteirista Lena Dunham, 31, da série “Girls”, anunciou que passou por uma histerectomia, cirurgia de retirada do útero, por causa das fortes dores que sentia devido à endometriose. 

A cura da endometriose não acontece só com a retirada do órgão e esta pode ser a notícia ruim do caso Lena.

“A endometriose não está dentro do útero, mas fora” diz professor do departamento de ginecologia e chefe do setor de endometriose da Unifesp.

A doença se manifesta quando o endométrio, tecido que reveste internamente o útero durante o período de ovulação, espalha-se para outros lugares do corpo.

Por isso, retirar o útero não resolveria, a princípio, o problema. “Há detalhes que desconheço no caso de Lena, mas a histerectomia é mais indicada para a adenomiose, quando o endométrio se implanta na parede do útero”. Diz Maurício Abrão, professor da Faculdade de Medicina da USP e responsável pelo setor de endometriose do HC.

Schor diz que é frequentemente, em ambulatórios, mulheres por volta dos 25 anos, solteiras, sem filhos como Lena, implorando pela retirada do útero para tentar solucionar as dores da doença. “Temos que ter cuidado com isso”. Diz Schor. “Quando se tira o útero, a preservação dos ovários é discutível. Mantê-los eleva as chances de a mulher ter a doença de novo, mas a retirada leva a uma menopausa abrupta e muito sintomática”.

De novo: ótimo que possamos falar sobre a doença publicamente, mas é uma temeridade imaginar que mulheres tão novas possam pensar que esse é o único recurso para acabar com o sofrimento.

Quando digo sofrimento, aliás, talvez esteja sendo branda demais com o que vivem as portadoras da doença. As cólicas beiram o insuportável. 

Na minha primeira crise, aos 21 anos, fui parar na emergência, onde me arrancaram o apêndice, que supuseram que estava infeccionado. 

Só no Brasil somos sete milhões com a doença, algo como uma a cada dez mulheres em idade reprodutiva. O diagnóstico certeiro pode demorar até os 35 anos de idade.

“A cólica não é valorizada; muitos falam que é bobagem. Até que a mulher sente uma dor insuportável ou quer engravidar e não consegue e encontra um médico que desconfia da doença e que talvez faça o diagnóstico”. diz Schor. 

Sintomas: Dores intensas;

Alterações urinárias ou intestinais no período menstrual;

Dor durante a relação sexual;

Dificuldade para engravidar;

Cólicas durante o mês.


Fonte: Folha de São Paulo- saúde + ciência