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Não faça dieta!

Uma pesquisa divulgada em agosto de 2015 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que, em uma década, o número de brasileiros acima do peso considerado ideal deu um salto: hoje são 82 milhões de adultos. Mais da metade dos homens começa a ter problemas com a balança dos 25 aos 29 anos. Entre as mulheres, o ganho de peso se acentua dos 35 aos 44 anos e, proporcionalmente, em comparação aos homens, elas têm mais dificuldade de manter o peso saudável. Quase metade dos brasileiros com mais de 16 anos admite estar acima do peso ideal, mas apenas 16% deles fazem algum tipo de dieta de forma prolongada.

Pesquisas americanas indicam que, em dado momento, pelo menos um em cada cinco adultos diz estar em algum tipo de dieta, mas a maioria não consegue manter a forma. Diversas evidências científicas sugerem que, na maioria dos casos, fazer regime não favorece a perda de peso duradoura. De fato, muitas pessoas que têm esse hábito tendem a engordar depois que o interrompem.

Fazer pequenas alterações nos hábitos nutricionais, construídos lentamente ao longo do tempo, é realmente a melhor maneira para perder peso de forma duradoura.

Porque não dá certo

Existe um efeito chamado “what the hell” (algo como “que se dane”, em tradução livre).

Estudos revelam de forma consistente que regimes levam, em médio prazo, ao aumento de peso em vez da diminuição. Uma revisão de 2013, publicada online na Frontiers in Psychology, considerou 20 estudos e detectou algo curioso: 15 deles demonstravam que a dieta havia precedido o ganho de quilos tanto em adolescentes quanto em adultos de peso regular. Um dos problemas do regime alimentar é o movimento circular de ceder às tentações e se restringir, o que induz ao excesso. Essa tendência, que alguns psicólogos chamam de efeito “que se dane”, o “já que (saí da dieta posso exagerar de novo)”, enfraquece a determinação de emagrecer.  

Fazer pequenas alterações nos hábitos, uma de cada vez, é eficiente; esperar até que uma escolha saudável seja sentida como um hábito antes de adicionar outro torna o processo menos estressante.

Fonte: Revista Scientific American Mente Cérebro