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O estresse acelera o envelhecimento

O estresse diante de uma ameaça faz parte do nosso instinto de sobrevivência. Ficamos mais alerta para agir e pensar rápido, com maiores chances de sucesso quando a escolha é lutar ou fugir. A tensão prolongada, porém, pode ser bem mais perigosa do que as ameaças que supomos ter de enfrentar diariamente. O estresse crônico é fator e envelhecimento precoce, que aumenta a possibilidade de sofrermos por ansiedade, depressão e males associados à idade, complicações cardiovasculares, diabetes, doenças inflamatórias, demência e alguns tipos de câncer.

A relação direta entre estresse e envelhecimento das células foi verificada em uma pesquisa que conferiu o prêmio Nobel de Medicina, em 2009, à equipe da bioquímica australiana Elizabeth Blackburn, da Universidade da Califórnia (EUA). Ao observar que mães de crianças portadoras de doenças graves (autismo, paralisia cerebral) aparentavam ser mais velhas do que mães de filhos saudáveis, Blackburn desejou verificar se esse desgaste poderia se refletir no núcleo das células.

Entre 1978 e 1985, ela foi a primeira cientista a descrever os telômeros – capas proteicas comparadas a pontas de cadarços, que protegem as extremidades dos cromossomos (estruturas que abrigam nosso DNA) – e a ação da enzima telomerase (que atua recuperando os telômeros danificados) na divisão celular. Os telômeros e os níveis de telomerase são marcadores biológicos que indica o quanto ainda as células, como as do sistema imunológico, por exemplo, podem se renovar. A cada divisão celular, os telômeros sofrem um desgaste lento e natural, ficam mais curtos, com níveis decrescentes de telomerase até a morte da célula. Para a medicina ocidental, não havia evidências de que fatores externos, não genéticos, pudessem interferir no processo de envelhecimento celular.

A pesquisa de Blackburn demonstrou que a mães que se sentiam mais sobrecarregadas, cuidando das crianças doentes, apresentavam encurtamento precoce dos telômeros, menor produção da enzima telomerase, além de mais radicais livres – responsáveis pelo envelhecimento, em relação das mulheres com a mesma idade.

Simultaneamente, os testes coordenados pela psicóloga Elissa Epel mostraram a relevância do modo de pensar no ritmo do relógio biológico. A percepção do próprio estresse também é um fator estressante. Nesse caso, os estudos indicam que, além de alimentação saudável e atividade física regular, a maneira de encararmos os problemas sobre os quais não temos controle pode reduzir o estresse e, consequentemente, desacelerar nosso relógio biológico.

 

Fonte: revista essentia