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Gripe

O que é? É uma infecção das vias respiratórias causadas pelo vírus influenza. Muitos outros casos de infecção das vias respiratórias superiores são chamados gripe, mas são causados por outros vírus, por exemplo, rinovírus, adenovírus, vírus sincicial respiratório, coronavírus e outros que causam resfriados. É importante diferenciar um caso de gripe, pois além de ser mais grave e trazer maior risco de complicações pulmonares, ela tem prevenção e tratamento específicos.

Como se suspeita de um caso de gripe? Em geral, o início da gripe é abrupto, com febre elevada, dores musculares pelo corpo todo e principalmente nas costas, dor de garganta, cabeça e ouvido, seguidos de secreção respiratória – coriza, tosse e outros sintomas respiratórios. A tosse pode ser seca ou produtiva (com catarro). Raramente, e principalmente no idoso, a gripe pode acometer os pulmões e causar pneumonia. Na maioria dos casos, os sintomas começam a melhorar espontaneamente sem tratamento após o 5º dia, e a recuperação completamente leva cerca de 2 semanas. No entanto, os sintomas podem ser semelhantes aos de um resfriado comum, incluindo a ausência de febre e sintomas mais leves.

Quais são os perigos da gripe? Em idosos, pessoas com problemas de coração ou pulmão, imunossuprimidos por câncer, quimioterapia ou transplante, o quadro pode ser mais grave, causando pneumonia, exigindo internação hospitalar, às vezes, em unidade de terapia intensiva (UTI). Neste grupo de pessoas pode haver risco de morte. Além disso, a infecção pelo vírus influenza predispõe a pessoa infecções por bactérias podendo levar à pneumonia, sinusite e otite bacterianas, que necessitam de tratamento antibiótico. 

Muito raramente pode haver problemas neurológicos e musculares graves causados pelo próprio vírus influenza.

Existe diagnóstico específico? Sim. Um exame (um pouco desagradável) colhido das vias respiratórias altas por lavado de rinofaringe, pode identificar, em horas, a presença do vírus influenza A ou B, e outros vírus respiratórios. Nem todos os laboratórios clínicos dispõem da tecnologia para fazer esta análise.

Como se trata? Alguns compostos são ativos contra o vírus influenza e podem diminuir o tempo da doença, desde que utilizados logo nas primeiras horas dos sintomas. Se ministrados após 48 horas do início da doença, não costumam ter impacto na evolução. Daí a importância do diagnóstico específico. Podemos citar drogas mais antigas, como a amantadina e a ramantadina, e drogas mais recentes, como oseltamivir e o zanamivir. A amantadina e o oseltamivir estão disponíveis no Brasil. Nem todas as pessoas necessitam de tratamento, mas aquelas com risco de má evolução, que são os grupos já descritos anteriormente, certamente merecem tratamento medicamentoso.

Como se transmite o vírus da gripe? O vírus influenza se transmite por inalação das gotículas e aerossóis respiratórios e por contato das mucosas respiratória e ocular com secreções contaminadas pelo vírus. Por isso é importante não só manter-se afastado da pessoa infectada para não adquirir o vírus através da tosse ou espirros, mas também lavar as mãos que tenham tocado as mãos do doente e evitar o contato com toalhas, lenços ou outros objetos que possam estar recentemente contaminados com secreções respiratórias.

Existe prevenção? A prevenção pode ser feita pelos cuidados acima expostos, pelo uso de medicamentos e pelo uso da vacina.

As pessoas com alto risco de ter complicações quando contaminadas pelo vírus da gripe podem tomar medicação durante a época de maior incidência, que, em nosso meio, vai de maio a julho.

Também pode ser feita a profilaxia medicamentosa após a exposição a um doente. Esta estratégia medicamentosa é mais complicada e tem mais efeitos colaterais.

A profilaxia ideal é feita mediante vacinação anual contra a gripe, em abril ou maio. Todos os anos o vírus da gripe sofrem pequenas mutações, e os tipos de vírus influenza variam. Por isso as pessoas podem pegar gripe todos os anos. Pela mesma razão, a vacinação precisa ser anual, pois a vacina, a cada ano, contém diferentes composições em sua fórmula. A formulação da vacina é ditada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) anualmente, baseada na análise dos tipos de vírus que circularam naquele hemisfério no inverno anterior. Assim, em favor de cada ano a OMS recomenda a composição da vacina para o Hemisfério Norte, e em setembro, para o Hemisfério Sul.

Quem deve ser vacinado? A vacinação deve ser obrigatória para os grupos com maior risco de complicações graves, como os idosos (acima de 65 anos), pessoas com doenças cardíacas e pulmonares, imunossuprimidos por qualquer razão, inclusive Aids ou HIV e pessoas que fazem atendimento na área da saúde (médicos, enfermeiros, farmacêuticos, etc.).

O que são as pandemias de gripe? A variação dos vírus da gripe a cada ano é pequena, e embora as pessoas adoeçam, o quadro é geralmente benigno, a não ser nos grupos já mencionados. Quando, no entanto, a variação biológica do vírus é muito grande, seus antígenos – partículas da superfície – não são reconhecidos pelo sistema imunológico, e os vírus influenza podem causar uma doença muito mais grave e em número muito maior de pessoas, com grande mortalidade. Foi o que aconteceu em 1918, ano em que ocorreu a chamada gripe espanhola, que causou milhões de mortes no mundo todo. Estima-se que estas pandemias possam recorrer a cada 70 a 80 anos.

E a gripe, posso pegar? O vírus influenza dos pássaros surge anualmente na Ásia, e acomete principalmente estes animais. Ocasionalmente, infecta um ser humano que tenha tido um contato muito próximo com as aves. No ano de 2005, o vírus assim adquirido causou alto risco de morte, em torno de 50%. Se a doença se espelhar entre as aves do Universo, o que é muito pouco provável pelas barreiras sanitárias impostas no mundo todo, as pessoas que tiverem contato com as aves doentes poderão, potencialmente, infectar-se. O vírus da gripe aviária não se transmite entre humanos. No entanto, teme-se que num mesmo animal ou pessoa infectada simultaneamente com o vírus influenza de aves e o de humanos, estes vírus se recombinem e assim o vírus da gripe aviária adquira a capacidade a capacidade de se transmitir entre humanos. Esta possibilidade, até o momento apenas teórica, teria o potencial de iniciar uma temida pandemia semelhante ao desastre de 1918.