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Conjuntivite

Conjuntivite

O que é? 

É a inflamação da mucosa que reveste a esclera e as pálpebras. Aprece com a sensação de ardor ou cisco, desconforto ocular, olhos vermelhos e com secreção (aquosa, purulenta, ou mucosa). Às vezes também há  fotofobia (incômodo com a luz) e dor.

Quais são os tipos de conjuntivite? 

As conjuntivites podem ser de causa infecciosa (bacteriana ou viral), alérgica ou inespecífica. Também podem ser classificadas como agudas ou crônicas.

Qual é o tratamento da conjuntivite bacteriana? 

As conjuntivites bacterianas são geralmente causadas por germes da própria conjuntiva da paciente, apresentam secreção amarelada (pus), causando dificuldade de abrir os olhos pela manhã, olhos vermelhos e sensação de areia nos olhos. Apesar de ser um problema que se resolve até sem tratamento, o uso do colírio de antibiótico, durante 7 dias, é indicado para diminuir os sintomas e sua duração. Com o tratamento, em 2 ou 3 dias há grande melhora. A aplicação de compressas com gaze e água fria alivia os sintomas, e o uso de óculos escuros é indicado nos ambientes externos. Pode-se fazer limpeza das margens palpebrais pela manhã com água filtrada. Não se deve coçar os olhos, pois, além de traumatizar a superfície (epitélio) da córnea e conjuntiva, favorece-se a contaminação das mãos e transmissão para outras pessoas.

O que é conjuntivite viral? Como prevenir? 

As conjuntivites podem ser causadas por vírus do tipo adenovírus que são transmitidos de pessoa a pessoa por contágio direto. A transmissão é muito fácil e o contato direto com os infectados deve ser evitado. Neste tipo de conjuntivite, a secreção costuma ser aquosa, mas também pode ser purulenta após infecção secundária por bactéria. Para sua prevenção deve-se evitar o contato, lavar as mãos frequentemente, não usar lenços de pano, separar toalhas de rosto e banho, e sabonete. A pessoa contaminada não deve abraçar, beijar, carregar crianças ou apertar as mãos de outras pessoas. Os ambientes fechados, com muita gente, devem ser evitados, além de piscina e sauna. O uso de colírios adstringentes ou lubrificantes diminui os sintomas, porém a cura se dá pela resposta imunológica de pessoa, da mesma forma que numa gripe. Às vezes é necessário o uso de colírios de antibióticos ou cortisona, a critério do oftalmologista.

Outro tipo de conjuntivite viral é a hemorrágica, causada por picornavírus, em que ocorre hemorragia intensa na conjuntiva, nos 2 olhos, sendo também muito contagiosa.

Existe alergia nos olhos? 

Sim. As conjuntivites alérgicas são comuns e podem ser de vários tipos, como a conjuntivite primaveril, que é uma doença crônica. Essa conjuntivite tem um processo patológico semelhante à bronquite asmática e à rinite alérgica. Geralmente acomete crianças predispostas à alergia e ocorre em crises que duram dias, manifestando-se com: lacrimejamento, coceira intensa, olhos vermelhos e fotofobia. O tratamento é feito com colírios antialérgicos e, às vezes, há necessidade de uso de colírios de cortisona. 

Outro tipo de manifestação de alergia nos olhos são as reações alérgicas agudas, com inchaço intenso da conjuntiva e pálpebras, secundário à exposição a alguma substância desencadeadora, como pó ou tinta. Nesses casos a reação é de curta duração e desaparece em poucos dias, e o uso de antialérgico via oral pode ser necessário.

O vírus herpes pode acometer os olhos? 

Os olhos podem ser acometidos pelo herpes sob a forma de conjuntivite, blefarite (inflamação das pálpebras), e ceratite (inflamação da córnea). Nas pessoas predispostas, que não têm defesa natural contra o vírus herpes, ele pode se instalar atrás do globo ocular, num gânglio nervoso (gânglio ciliar). Nos períodos de estresse, cansaço ou doenças debilitantes pode ocorrer a manifestação da doença. A conjuntivite do herpes geralmente ocorre na primeira infecção, em um olho só, com lacrimejamento , dor, olho vermelho, e lesão de pálpebra associada. A blefarite pode ocorrer novamente, em crises, e desaparece sem deixar sequelas. Algumas pessoas têm a lesão na córnea que pode se manifestar com dor intensa, olho vermelho, secreção aquosa, embaçamento da visão e fotofobia. No exame oftalmológico se observam lesões características sob a forma de dendridos, que são evidenciados com um corante apropriado (fluoresceína). Nas diversas formas oculares, o herpes pode ser tratado com pomada antiviral, específica para esse vírus.

O que é terçol? 

Qual é a diferença com o calázio? Terçol ou hordéolo é uma inflamação aguada da base de um cílio ou de uma glândula das pálpebras (de nome Zeiss ou Moll), geralmente causada pela bactéria estafilococo. Pode ser parecido com o calázio, inflamação de glândula de Meibômio, situada mais profundamente. O calázio é caracterizado por aumento progressivo dessa glândula com ou sem sinais inflamatórios (inchaço, vermelhidão e dor). O calázio pode ser percebido pela palpação do nódulo, e pode supurar para a superfície interna da pálpebra. O terçol e o calázio estão associados à secreção oleosa excessiva das margens palpebrais, à blefarite, e também à acne rosácea.

Fonte: 

 SAUDE - ENTENDENDO AS DOENÇAS, KAUFFMAN, PAUL, HELITO, ALFREDO SALIM DE, Ano:  2007. Editora: NOBEL