Área Médica
Atendimento online via chat exclusivo para médicos
Fale Conosco
Rua Santa Clara, 240
Sorocaba/SP
TEL: (15) 3233-7925 / 3231-1614
contato@arteformulas.com.br

Notícias

Menopausa

MENOPAUSA


O que é menopausa?

É ocasionada pela perda definitiva da capacidade do ovário de produzir hormônios, em especial o estrógeno.


Por que ocorre?

Em condições naturais a mulher para de produzir hormônios em média aos 47 anos, mais 8% tem menopausa antes dos 40 anos, e por outro lado, 2% passam dos 55 anos ainda menstruando. A idade em que ocorre a última menstruação é determinada geneticamente, não se alterando com o uso prolongado de pílula ou gravidezes sucessivas e nada tem a ver com a idade da 1º menstruação. No entanto, por ocasião de radioterapia sobre os ovários ou quimioterapia, pode haver redução importante dos ovários e das células que os rodeiam e produzem hormônios, levando a uma menopausa provocada e antecipada. É claro que se os ovários forem retirados, não haverá produção de hormônio e estabelece-se imediatamente a menopausa.


É normal?

Sim é normal, toda mulher que viver até 55 anos ou mais, certamente entrara em menopausa. Há 150 anos, a vida média da espécie humana não chegava aos 50 anos, o que significa dizer que as mulheres morriam antes ou na época da menopausa; com os mamíferos, em condições naturais, acontece o mesmo, isto é, o fim da fertilidade desses animais coincide com o fim da vida. Mas hoje em dia, a expectativa de vida da mulher brasileira é de 70 anos e da mulher japonesa é 84 anos, graças aos cuidados da medicina preventiva que erradicou as pestes, epidemias e adota medidas para evitar ou tratar precocemente doenças letais. Dessa forma poderíamos dizer que viver após a menopausa é artificial e equivale a cerca de 1/3 da vida total da mulher. 


Quais são os sintomas?

A queda da produção de hormônios pelos ovários ocorre geralmente de maneira gradual, levando até 2 anos para chegar a níveis baixos. É raro que ocorra de maneira súbita, inicia-se com alterações no intervalo das menstruações (cada 15 dias ou cada 40 a 60 dias ou mias), frequentemente com modificações no número de dias do sangramento e da quantidade de sangue, podendo ocorrer verdadeiras hemorragias com coágulos. Pode haver períodos de regularização e de pois a volta ao padrão citado, até que um dia não há mais menstruação. Se a mulher ficar 1 ano sem menstruar, é pouco provável que volte a menstruar espontaneamente. 

No período em que ocorrem menstruações irregulares, pode haver sintomas decorrentes da queda de estrógenos como: fogachos (ondas de calor), sudorese noturna, insônia, desanimo, melancolia, falta de energia, diminuição da umidade vaginal e diminuição da libido. 

Com o passar do tempo, após a última menstruação, se não foi feita reposição hormonal em que precisa, surgirão os sintomas e sinais a longo prazo que incluem: incontinência urinaria, urgência para urinar, osteoporose, perda de músculos, diminuição da gordura na raiz das coxas e deposição de gordura no abdome e mamas. 


A falta de hormônios, após a menopausa, traz prejuízo a mulher?

Com a diminuição drástica dos hormônios femininos após a menopausa, ocorre em termos genéticos uma desfeminilização, em envelhecimento especifico da mulher. 

Mas nem todas as mulheres apresentam os sintomas da menopausa porque o que restou do ovário 

(estroma) produz hormônios masculinos que são transformados em femininos na gordura periférica, o que acontece principalmente nas mulheres com mais gordura (sobrepeso). É uma compensação natural que protege essas mulheres das consequências da falta de hormônio. A maioria das mulheres apresentara os sintomas e sinais antes referidos se não uma suplementação de hormônio após a menopausa.


O que é terapia de reposição hormonal (TRH)?

Como o nome indica, quando há falta de qualquer hormônio se faz uma reposição para restabelecer a fisiologia. Assim, se o pâncreas deixa de produzir o hormônio insulina em doses suficientes, ocorre o diabetes, cujo o tratamento é reposição de insulina; da mesma forma se a tiroide não produz hormônios, é necessário repor hormônio tiroidiano. Nessas duas condições a reposição hormonal é essencial não só para manter a saúde, mas para evitar a morte.

A mulher entra na menopausa porque o ovário deixou de produzir o hormônio feminino estrógeno, se houver sinais e sintomas e não houver contraindicações, pode-se repor o estrogênio para alivio dos sinais e sintomas. 


Quem deve fazer terapia de reposição hormonal na menopausa? 

Cerca de 20% a 30% das mulheres que entram na menopausa não apresentam sinais e/ou sintomas (geralmente gordinhas) e dessa forma não precisão receber hormônios.

As restantes, 70% a 80%, sentem a falta do hormônio, mas algumas não podem usar pois apresentam contraindicações como: antecedente de trombose, de câncer de mama recente ou câncer do endométrio mais avançado ou ainda insuficiência hepática. Nessas condições usam alternativas não hormonais para aliviar os sintomas e sinais.

Dentre as pacientes que precisam e podem usar, devemos avaliar e expor as vantagens e desvantagens do uso da terapia de reposição hormonal. Em relação à menopausa, mesmo necessitando e podendo tomar hormônios, a mulher pode optar por não fazê-lo sem correr risco de vida, diferentemente do que ocorre no diabetes e na insuficiência da tiroide. 


Como se faz a terapia de reposição hormonal?

A reposição de hormônio na menopausa se faz com a administração de estrogênio. Quando a paciente te útero, a administração isolada de estrogênio aumenta em até 25 vezes a chance de desenvolver câncer do endométrio (mucosa dentro do útero), dependendo do tempo de uso, por isso, nestas condições administra-se junto com o estrogênio outro hormônio, o progestagênio, para proteger o endométrio. 

Se o paciente não tem útero nem teve endometriose no passado, a terapia de reposição hormonal se faz só com estrogênio. A dose ideal de estrogênio é a menor possível que provoca o alivio dos sintomas.

Os estrogênios podem ser administrados por via oral (passando pelo fígado), via intramuscular, via trasndérmica, via vaginal ou via nasal.

Pacientes hipertensas ou com problemas gástricos devem preferir outras vias que não a oral. 


Por quanto tempo se faz a terapia de reposição hormonal e quais os efeitos colaterais?

Parece que o uso prolongado, amis de 5 ou 10 anos, aumentando o risco de dornas como acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio e câncer de mama. Estudos recentes (2004 WHI), utilizando terapia de reposição hormonal somente com estrogênios (em pacientes sem útero), não revelou aumento de câncer de mama nem infarto da incidência de derrame cerebral é da ordem de 1 caso para cada 1000 usuárias dessa terapia, por ano, em relação ao grupo que não faz uso dela. O instituto nacional de saúde americano e o FDA recomendam que cada paciente discuta com seu médico os riscos e benefícios da terapia de reposição hormonal.  


Fonte: 

SAUDE - ENTENDENDO AS DOENÇAS, KAUFFMAN, PAUL, HELITO, ALFREDO SALIM DE, Ano:  2007. Editora: NOBEL