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Dicas de Saúde

Como controlar a calvície

Como controlar a calvície

Dez entre 10 homens temem a calvície. Apesar do ditado "é dos carecas que elas gostam mais", ninguém quer perder os cabelos. Mas o problema não é mais um bicho de sete cabeças. O mal tem diferentes formas de tratamento, desde o uso de medicamentos orais, loções tópicas e até mesmo o transplante. "A calvície não tem cura, mas tem tratamento e controle. A pessoa pode estabilizar a perda de cabelo. Em alguns casos, é possível reverter e até ganhar volume", afirma o dermatologista José Rogério Régis Júnior, conselheiro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

A alopécia androgenética, como o nome científico do problema indica, tem causas hereditárias. Algumas pessoas nascem com maior propensão ao raleamento e afinamento dos fios. Isso ocorre porque os receptores de testosterona nos fios são aumentados, fazendo com que haja maior absorção do hormônio masculino, que, em excesso, leva à perda capilar.

Geralmente, o processo é associado à queda de cabelo. No entanto, ele pode ocorrer sem que os fios de fato caiam. Régis Júnior explica que, em muitos casos, os fios afinam até atrofiarem. Por isso, é importante a realização da dermatoscopia do couro cabeludo, exame que indica se a perda de cabelo é temporário ou se a calvície instalou-se. Por meio de aparelho que amplia de 20 a 70 vezes a área, é possível identificar o afinamento, bem como fazer a contagem de fios por centímetro quadrado, indicativo de raleamento. Cerca de 70% dos homens vão apresentar algum grau de rarefação capilar ao longo da vida (entrada, perda da coroa, redemoinho). O problema também acomete às mulheres, mas em menor proporção, cerca de 50%.

É preciso ficar atento para saber se o que você tem é mesmo calvície ou outro problema que pode estar causando a queda do cabelo. Estresse é um fator importante a ser considerado. Quem está ficando calvo deve buscar um médico dermatologista para ser orientado sobre o melhor tratamento, que vai depender do grau do processo e do perfil da pessoa. No caso de medicamento oral, aqueles à base de finasterida apresentam maior grau de eficácia. Apesar dos bons resultados, muitos homens evitam usar o remédio, pois temem perder o apetite sexual. "A perda da libido é muito rara. Mas, se ocorrer, é reversível. Basta suspender o uso do remédio", diz Régis Júnior. As loções, à base de minoxidil, também apresentam taxas altas de eficácia, mas nem sempre são usadas, porque precisam ser aplicadas de forma sistematizada. Muitas pessoas não têm paciência de fazer o uso de maneira correta.